Como é feito o ensaio de estampabilidade de Olsen?

Como é feito o ensaio de estampabilidade de Olsen?

Apesar de destacarmos o ensaio de Olsen, devemos enfatizar que existem inúmeros ensaios para a avaliação da estampabilidade, a maioria deles não padronizada. Onde se encontram variações entre os diversos métodos nas diferenças entre formas de punções e corpos de prova.

Na maioria das vezes, aplicado e utilizado nos Estados Unidos, o ensaio de Olsen, difere do de Erichsen apenas quanto às dimensões do estampo que tem cabeça esférica com 22mm (7/8 pol) de diâmetro. O corpo de prova possui forma de disco e é fixado entre matrizes em forma de anel com 25mm (1 pol) de diâmetro interno. Durante o teste são medidas continuamente a carga e a altura do copo.

Veja também: Aprenda sobre o conceito de estampabilidade | Conheça o ensaio de estampabilidade de Erichsen e como ele é feito

O índice de ductilidade Olsen é dado pela altura do copo feito no corpo de prova, em milésimos de polegada, no momento em que a carga começa a cair.

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Referente ao corpo de prova no teste de Olsen, temos um formato de disco com diâmetro de 95mm, com uma espessura nominal da chapa para o ensaio limitado em 1,57mm (0,062 pol) devido à folga entre o estampo e as matrizes.

Características de aplicação para o teste de Olsen (também aplicadas ao teste de Erichsen)

  • A velocidade do estampo deve permanecer entre 0,08 e 0,4mm/s.
  • O fim do teste corresponde ao ponto de queda da carga, causado pela estricção da chapa. Se a máquina de teste não for equipada com um indicador de carga, o ponto final do teste é definido pelo aparecimento da estricção ou pela fratura do corpo de prova.
  • Sob as mesmas condições o ensaio de Erichsen fornece maior ductilidade que o de Olsen, devido à diferente dimensão do estampo.
  • Aplicado em materiais idênticos, em cada ensaio a medida da ductilidade aumenta de modo aproximadamente linear com a espessura.
  • Além do índice de ductilidade, esses ensaios mostram indicações qualitativas sobre a granulação do material. E ainda como referência a trinca feita no corpo de prova podem-se obter informações sobre a homogeneidade, o fibramento mecânico, defeitos locais.

A escolha do tipo de ensaio de estampabilidade dependerá da aplicação e da disposição dos elementos utilizados nos testes. E ainda podemos perceber que em diferentes regiões do mundo, os testes sofrem pequenas variações podendo chegar a resultados semelhantes.

Bom trabalho!

Publicado por

Rafael Mascarenhas

Projetista de ferramentas e Programador de máquinas CNC há mais de cinco anos. Ambas as funções realizadas com auxílio de softwares de CAD e CAM, tais como SolidWorks, NX, AutoCAD, SolidCAM, EdgeCAM, entre outros. Cursando ensino superior em Engenharia Mecânica.

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